sábado, 19 de maio de 2012

Já se imaginou na 3ª idade?

Previ o meu próprio futuro. Vou ser uma daquelas velhinhas rabugentas, que reclamam de absolutamente tudo e que nunca se satisfazem, nem com presente da primeira neta. Daquelas que dão bronca nos netos e que fingem nunca estar de bom humor. Do nada, vou desaparecer e mandar um postal direto do Marrocos, avisando que estarei fora por alguns dias, sem motivos para preocupação. Aquele tipo que deixa filho de cabelo em pé - quando não deixam careca - e que vai pular de pára-quedas, de bungee jump e que vai ficar fã de trem fastasma, porque nunca tinha ido/feito nada disso antes.
Não é a minha cara?


P.S.: Ideias que povoaram meu universo imaginário quando fui dar bronca em crianças que vieram a minha sala e elas disseram: "a gente veio te abraçar" e concluíram com abraço coletivo. Eu estou mesmo ficando velha. Digna de ser chamada de tia.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aleatoriedades da noite

Eu conversava com uma amiga sobre quão bonito seria um casamento de duas mulheres, seus véus e grinaldas esvoaçantes e bouquets sendo arremessados em uníssono. Falávamos muito despretensiosamente e, ao receber dela as fotos abaixo, pensei em como é bonito pensar que as pessoas ficam juntas pelo simples fato de se sentirem bem uma ao lado da outra. Sem estereótipos e com uma coragem que só gente muito verdadeira consegue ter. Porque, mesmo sendo hétero, é preciso coragem para encarar essa drástica mudança de vida.






Pesquisa de imagens em:

BP
Gaw Kerassets

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Muito além do denim

A gente deveria, vez ou outra, ficar impedido de usar calça jeans. É meio que uma redescoberta do guardarroupa e, consequentemente, do próprio estilo. Eu sempre evito usá-las aos finais de semana para poder abusar dos meus vestidos, saias, shortinhos. Mas o maior desafio é o ambiente de trabalho. Principalmente quando o trabalho tem um ambiente informal, como o meu, e quando você já fez da calça jeans a sua "peça muleta".
Da última vez em que fiquei sem opções de jeans, percebi que posso usar minhas saias compridas, as saias mídis, as saias evasês - principalmente com camisas jeans por dentro - sem medo de errar. Evitei as balonês e as que ficassem muito acima do joelho, como a tulipa, pois com elas fiquei com aspecto excessivamente jovial. Reencontrei a calça cáqui e todo o charme que ela empresta para o sapato oxford. Montei até algumas produções com legging e fiquei muito à vontade; no frio, com botas, não tem nada mais elegante.
Na verdade, o grande lance é não ficar escravo de uma só peça. Porque, vamos combinar, a vida fica bem mais divertida quando a gente consegue encarar situações inesperadas por outros ângulos. Por que seria diferente com o guardarroupa?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tatuagem

É impressionante como uma tatuagem - para muitos, indício de agressividade e de rebeldia - pode ser capaz de reascender a sensualidade feminilidade de uma moça de quase 25 anos, que usa óculos e aparelho. Chega a ser poético pensar que escolhi o tal desenho por ser ao mesmo tempo feminino, casual e com um ar ligeiramente bem humorado, e que consequentemente acabei me redescobrindo nele.
Chega a ser piegas o quanto a gente fica boba quando faz tatuagem. Mas é que é a primeira, né. Acho que eu mereço ser boba, nesse caso.


Segue a foto, com péssima resolução por ser oriunda do facebook. Fazia uns dois dias que eu tinha feito, por isso as pétalas estão "machucadas", mas dá pra ver três das cinco flores que tatuei. Uma delas, mais nas costas do que nos ombros. O tatuador é o Luis.






sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alma de artista

Eu não sou artista, mas gosto de me referir a mim mesma dessa forma, de vez em quando. Em voz baixa, claro.
Talvez por ser exímia cantora de chuveiro, por tocar violão, guitarra e arranhar um piano/ teclado. Mas daí a ser chamada de artista é ir longe demais; praticamente ofender essas pessoas abençoadas por algum talento que os meros mortais não têm.
Mas acho super engraçado, e até lisonjeiro, quando alguém me compara com algum artista. Ontem, por exemplo, conversava com uma pessoa sobre outra, uma moça que fez pós em cinema e faz curtas de vez em quando. Daí, a pessoa com quem eu conversava (cuja identidade será preservada), disse, referindo-se à moça de quem falávamos: "ela é como você". Bizarro, porque não faço curtas e, ultimamente, nada meramente artístico. Nem interessante.
Talvez as pessoas, algumas delas, reconheçam em mim um ímpeto, uma vontade criadora que eu não consigo esconder, mas que está adormecida, no momento. E se ser artista vai além de fazer arte, talvez eu seja um pouquinho e me sinta no direito de ser chamada assim. Merecidamente, aliás, porque fui artista o suficiente para abandonar uma vaga conquistada no curso de Direito em uma federal da vida e, segundo a minha mãe, abandonei também a chance de ser bem remunerada.
Fazer o quê? Eu não nasci para trabalhar em escritório, nem para viver sob o rigor da lei. E se estou numa carreira burocrática, é porque precisava ter certeza absoluta disso tudo, antes de desistir.


(Notícia de última hora: pretendo voltar a tocar violão e a fazer coisas legais. Só pra variar.).